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Varizes

Varizes

O que são as varizes?

As varizes são veias dilatadas e tortuosas localizadas debaixo da pele, o que as torna facilmente identificáveis. Devem distinguir-se dos derrames que são vasos de muito pequeno calibre, localizados na espessura da pele.

 

Embora com naturezas e importâncias distintas ambas são englobadas no termo Doença Venosa Crónica (DVC) e podem e devem ser tratadas, para melhoria dos sintomas, para impedir a evolução para casos mais graves ou até apenas por razões estéticas.


A prevalência da DVC em Portugal situa-se nos 20 e 25% da população, sendo o sexo feminino o mais atingido numa proporção de 2:1, devido á influência hormonal e á gravidez. Apenas 10% dos casos diagnosticados tem indicação para cirurgia ou técnicas alternativas, devendo os restantes ser tratados com medicamentos, meias de compressão e escleroterapia simples ou laserterapia externa.
 

Quais as causas das varizes?

As causas das varizes são variadas mas começam pela fraqueza congénita ou herdada das paredes das veias, que assim se tornam facilmente dilatáveis pela pressão do sangue. Como factores acessórios são mais relevantes são o peso corporal, a exposição ao calor, os períodos prolongados passados de pé e o sedentarismo. 

 

O envelhecimento é só por si um factor de agravamento devendo por isso ser precocemente aconselhadas regras gerais de profilaxia e instituidor os tratamentos adequados.

 

Como prevenir as varizes?

 Pode adoptar um conjunto de medidas para prevenir o aparecimento de varizes, tais como:

  • Evite os longos períodos em pé, parado. Alterne com pequenos períodos de marcha ou ponha-se em bicos de pés várias vezes.

  • Evite ficar muito tempo sentado sobretudo em cadeiras de rebordo duro, ou cruzar as pernas. Faça frequentemente movimentos com as pernas.

  • Evite os banhos muito quentes. O calor dilata ainda mais as varizes.

  • Evite as longas exposições ao sol. Nade ou caminhe à beira mar, na zona de rebentação.

  • No tempo quente massage as pernas com duche frio (2 minutos), de baixo para cima.

  • Não bloqueie a circulação venosa com jeans apertadas, cintas ou ligas, meias com rebordo elástico forte ou botas apertadas 

 

Quais os sintomas?

Os sintomas principais da DVC são a dor - de diversas características - cansaço, peso, cãibras, “formigueiros” e “comichão” nos membros inferiores acompanhados ou não de “inchaço”, especialmente nos tornozelos e pés, agravado no fim do dia e com a exposição prolongada ao calor.

 

São sinais de gravidade o aparecimento de alterações de coloração e consistência da pele no 1/3 inferior das pernas, que se vai tornando acastanhada, descamativa, e endurecida, correspondendo o seu aparecimento ao prenuncio do possivel aparecimento de uma úlcera varicosa.

 

Esta situação clínica é muito incapacitante, interferindo significativamente com a vida dos portadores nos domínios social, profissional, e psíquico por quebra da imagem corporal e consequentemente do auto estima.

 

Como se diagnostica?

Para o correcto diagnóstico das varizes é muitas vezes necessário a realização de um doppler e ou eco doppler, meios não dolorosos e que podem e devem ser efectuados pelo especialista logo na primeira consulta. 

 

Quais os tratamentos?

A terapêutica da DVC divide-se em conservadora e não conservadora.

 

A primeira inclui os cuidados com a pele em especial a hidratação, o uso de medicamentos flebotónicos e a compressão elástica com meias elásticas ou ligaduras.

 

Da segunda fazem parte, a escleroterapia (“secagem”), que pode ser simples ou em espuma com ou sem controle ecográfico, a laserterapia transcutânea ou endovascular, a radiofrequência (VNUS) também efectuada por via endovascular com apoio de ecografia e ainda cirurgia clássica conhecida por safenectomia. Esta pletora de procedimentos pode ser levada a cabo a maioria das vezes em ambulatório e sob anestesia local, loco regional ou geral, e a escolha depende da avaliação por parte do especialista da gravidade do caso. Em muitos poderá mesmo ser necessário o uso concomitante ou complementar de diversos métodos para obtenção do melhor resultado.

 

A tendência actual no tratamento não conservador é a utilização das técnicas menos invasivas da esclerose à radiofrequência, dada a extraordinária tolerância e ausência de complicações naqueles que a elas se submetem.

 

Estas irão permitir a progressiva transformação na prática da Flebologia cirúrgica, que irá passar do tratamento hospitalar “hospital based treatment” - para um outro menos exigente em recursos, podendo ser efectuados em Clínicas de menores dimensões em salas não muito diferentes das de um consultório. É o chamado “office based treatment”.