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Obesidade Infantil

Obesidade Infantil

A Organização Mundial de Saúde define Obesidade Infantil como a doença em que o excesso de gordura corporal acumulada pode atingir níveis capazes de afectar a saúde da criança. A Obesidade Infantil é actualmente considerada a nova epidemia do século XXI, atingindo um número de casos cada vez mais elevado em todo o Mundo devido a hereditariedade, o sedentarismo e à mudança dos hábitos alimentares.

 

Para saber se uma criança/adolescente é obesa é necessário avaliar o seu peso e a sua altura, para determinar o Índice de Massa Corporal (IMC). Com o IMC podemos verificar se existe um excesso de peso ou obesidade, mediante a utilização de tabelas apropriadas para a idade e sexo.

 

A Obesidade Infantil tem uma causa primária ou exógena em cerca de 95% dos casos, o que quer dizer que os erros alimentares são sem dúvida a principal causa. Apenas num número inferior a 5% dos casos, a obesidade pode ser secundária a doenças endócrinas, sindromas genéticos, etc.

 

As consequências de um excesso de peso na infância são vastas. Actualmente observamos o aparecimento de doenças como a diabetes e a patologia cardiovascular (hipertensão arterial, tromboses) em idades precoces (30-40 anos). As dislipidemias são muito frequentes, com um aumento dos valores do colesterol mau (colesterol total, colesterol LDL e triglicéridos), e uma diminuição do colesterol bom (colesterol HDL).

 

Outras consequências da Obesidade Infantil são os problemas do foro ortopédico, distúrbios hormonais (ex. irregularidades menstruais), problemas dermatológicos (ex. estrias), problemas respiratórios (ex. apneia do sono), entre outros. Por último, mas não menos importantes, são os distúrbios psicossociais como a ansiedade, uma baixa auto-estima e por vezes uma bulimia reactiva.

 

O combate á Obesidade Infantil passa em primeiro lugar pela prevenção. Quando ela falha, deverá ser iniciado o tratamento o mais precocemente possível. Os objectivos são conseguir uma estratégia conjunta mediante a motivação da criança, dos pais e dos prestadores de cuidados, proporcionando uma mudança dos hábitos da família em causa.

 

Se os pais suspeitarem que o filho apresenta excesso de peso/obesidade, deverão em primeiro lugar falar com o Pediatra ou Médico assistente, que irá ajudar numa fase inicial. No entanto, se a obesidade persistir, então deverá ser referenciada a uma Consulta de Obesidade Infantil ou a uma Consulta de Endocrinologia Pediátrica. Esta consulta deverá estar estruturada numa vertente tripla que englobará a avaliação por um Endocrinologista Pediátrico, por um Nutricionista Infantil e por vezes por um Psicólogo Infantil.

 

Na Consulta de Obesidade Infantil são pedidos exames complementares (análises, Idade Óssea, ecografia abdominal/pélvica). Estes exames servem por um lado para avaliar se existe alguma causa orgânica para a obesidade, e por outro para verificar quais as consequências já dessa mesma obesidade.

 

Na Consulta de Obesidade vão ser estabelecidos objectivos (alimentares, exercício físico) que vão ser adequados a cada um de modo a podermos atingir o peso ideal para a idade e sexo.


Elisa Galo
Endocrinologia Pediátrica, hospital CUF Descobertas
 

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